VIVER ROMANOS 8:28, EM CRISTO É POSSÍVEL.

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A sábia intervenção de Deus em nossa história
 
Paulo erige mais um pilar de nossa esperança, ao declarar: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o
bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8:28). Neste texto
temos algumas lições importantes a destacar.
 
Uma convicção inabalável:
 
O apóstolo Paulo começa essa declaração usando um verbo extremamente sugestivo: "Sabemos". Ele não
diz: "pensamos" ou "sentimos", mas "sabemos"! O apóstolo Paulo não diz: "esperamos" ou "supomos", e sim
"sabemos". Isto é como um artigo do nosso credo.1 A palavra grega vem de um termo da matemática. 
E algo exato,
incontroverso, absoluto. Essa não é a linguagem da conjectura hipotética, mas da certeza experimental.
 
Paulo não está falando de um conhecimento que adquiriu nos livros ou de uma informação que recebeu de
alguém, mas de uma experiência profunda que ele vivenciou na jornada da vida. Paulo não foi um teórico que subiu
numa cátedra para de lá inventar teorias desconexas sobre a vida. Paulo não foi um teólogo de gabinete,
 
encastelado em uma torre de marfim. Ele conheceu a Deus na urdidura da vida, nas trincheiras da luta, no campo de
batalha. O apóstolo sofreu, chorou, foi surrado, preso, açoitado, ameaçado, perseguido. Enfrentou frio, fome,
 
naufrágio, abandono, ingratidão. Paulo carregou no corpo as marcas de Jesus. Mas chegou ao fim da vida sem
azedume na alma, sem ranço no coração, convicto de que todas aquelas coisas pelas quais passou haviam
 
cooperado não apenas para o seu bem, mas também para o progresso do Evangelho (Fp 1:12).
Mesmo preso num calabouço romano, aguardando o seu martírio, Paulo não deixou de se alegrar em Deus.
 
Com imperturbável convicção, proclamou: "Sei em quem tenho crido" (2Tm 1:12). O mundo está cheio de gente que
se sente bem quando tudo está calmo ao seu redor, mas fica mal quando chegam os problemas.
Thomas Watson, ilustre puritano inglês do século xvii, afirmou
 
 que a expressão "cooperam" refere-se à
medicina.
Vários ingredientes venenosos colocados juntos, sendo combinados pela perícia científica de um
 
farmacêutico, tornam-se produto medicinal que contribui para o bem do paciente enfermo. Assim é a providência de
Deus quando divinamente temperada e santificada: ela coopera para o bem daqueles que amam a Deus.
 O poeta
inglês William Cowper escreveu que, por trás de toda providência carrancuda, esconde-se uma face sorridente.
Quando Deus nos dá um remédio amargo, ele o faz com o intento de nos curar. Quando ele nos disciplina, é para nos
restaurar. O objetivo de um médico não é apenas ser agradável com o paciente, mas curar sua enfermidade. A
aflição pode ter uma raiz amarga, mas ela produz frutos doces, pois o próprio dia da morte de um cristão é o dia de
sua ascensão à glória.
 
Até mesmo aquelas coisas que reputamos amargas e ruins, tecidas pelas mãos de Deus, destinam-se ao
nosso bem maior e final. Davi disse que a aflição produz aprendizado. O vale da dor é a escola superior do nosso
 
aprendizado. Deus levou Elias para a solidão do deserto em Querite e depois o lançou na fornalha em Sarepta antes
de usá-lo com poder no monte Carmelo. Deus trabalha em nós antes de trabalhar por meio de nós. Paulo diz que
 
seus açoites e prisões contribuíram para o progresso do Evangelho (Fp 1:12). Jó emergiu das profundezas da dor com
conhecimento mais profundo e íntimo a respeito de Deus. No deserto do sofrimento, o Senhor nos faz desencantar
 
em relação às glórias do mundo; na fornalha da aflição, nos depura e nos santifica para sua obra. O próprio Filho de
Deus foi homem de dores e aprendeu pelas coisas que sofreu. O sofrimento nos põe no devido lugar. Muitas vezes,
 
ele assopra para longe de nós a soberba do coração e nos faz assentar aos pés do Senhor da glória, humildes e
dependentes.
O apóstolo Paulo, paladino da fé cristã, prossegue: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem" (Rm
8:28). Deus trabalha todas as coisas para o nosso bem. Todas cooperam para o bem não por força inerente, nem por
 
acaso, mas pela divina direção. Nossa vida não é guiada por um destino cego. Não somos controlados pelo acaso.
Não estamos sujeitos ao rolo compressor de um destino cego e implacável. Nossa vida não é dirigida pelos astros ou
 
por alguma força mística. Nossa vida está nas mãos de Deus.
O mesmo Deus que está assentado na sala de comando do universo e controla os céus e a Terra é aquele
que dirige o nosso destino. Nem um fio de cabelo da nossa cabeça pode embranquecer ou cair sem que ele saiba e
 
permita. Ele conhece cada uma das sessenta trilhões de células do nosso corpo. O Senhor sabe quem somos, onde
estamos, como estamos, como sentimos, para onde devemos ir. Ele nos cerca pela frente, por trás e sobre nós põe
sua mão. Estende debaixo de nós seus braços eternos. Deus é aquele que nos guia com seu conselho eterno, nos
 
toma pela mão e nos conduz à glória. Ele trabalha para aqueles que nele esperam, e faz hora extra em favor dos seus
filhos. Aos seus amados, ele dá tudo de que precisam enquanto dormem.
 
O grande problema é entender o que esse bem significa. Para a sociedade moderna, o bem está relacionado
com posses e prazeres deste mundo. É ter dinheiro, posição social, saúde, amigos, sucesso, diplomas, reconhecimento,
conforto. As pessoas estão buscando felicidade em coisas ou em pessoas, e não encontram. Estão procurando na
 
fonte errada. A verdadeira felicidade está em Deus. Ele é o supremo bem. O maior projeto de Deus na nossa vida
não é o de nos fazer felizes, mas de nos transformar na imagem do seu Filho. Esse é o bem supremo da vida.
 
Deus está trabalhando não apenas nas circunstâncias que nos cercam, mas também opera em nossa vida
quando esculpe em nós o caráter do seu Filho. Como um artista extremamente talentoso, Deus está 
arrancando
 
lascas de mármore em nós. E isto dói. Ele está aparando as arestas, moldando-nos e cinzelando-nos. Seu projeto não
é nos poupar do sofrimento, mas nos fazer santos como ele é santo. O próprio Filho de Deus aprendeu pelas coisas
que sofreu. O sofrimento não vem para nos entortar e enfear, mas para nos burilar, nos aperfeiçoar e nos fazer
 
refletir a beleza de Jesus. Jó se viu açoitado pelo vendaval do sofrimento e perdeu seus bens, seus filhos, sua saúde,
seu casamento e seus amigos. Foi no fundo do vale que conheceu Deus na intimidade e afirmou: "Eu te conhecia só
 
de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem" (Jó 42:5). O sofrimento que ele enfrentou não era bom em si, mas Deus
o usou para o seu bem final.
 
John Bunyan, puritano da Inglaterra do século xvii, foi preso por pregar o Evangelho. Ficou catorze anos na
prisão, em Bedford. Dali das grades da cadeia, com o coração partido, via sua filhinha cega passando grandes
 
necessidades. Sua prisão parecia ser uma tragédia. Mas o Deus que inspira canções nas noites escuras instilou no
coração de Bunyan, enquanto estava naquela cela tosca, um dos romances mais lindos de toda a história. Seu livro O
 
peregrino é o livro mais lido no mundo depois da Bíblia. Narra, com beleza, acuidade e profundidade a caminhada do 
povo de Deus rumo à glória. Deus trabalhou as adversidades e fez delas um cenário de vitória para Bunyan e para
milhões de pessoas em todo o mundo.
 
Quando os discípulos de Jesus o interpelaram sobre as causas da cegueira de um homem cego de nascença,
o Senhor lhes disse que aquele homem havia nascido cego para que nele se manifestasse a glória de Deus (Jo 9:3).
 
Quando Jesus recebeu o recado de Marta sobre a doença de Lázaro, logo afirmou que aquela enfermidade não era
para a morte, mas para a glória de Deus. Marta e Maria sofreram com a doença e com a morte de Lázaro, mas o
sofrimento delas converteu-se em profusa alegria quando Lázaro ressuscitou. No momento em que você enfrenta
 
um problema, o coração fica apertado, a alma fica de luto, mas o consolo de Deus não tarda. No tempo oportuno, o
Senhor intervém, restaura, trabalha para que todas as coisas cooperem para o seu bem.
 
Certa ocasião, um cego tentava tirar alguns acordes do seu velho violino, com o objetivo de granjear algumas
moedas das pessoas que passavam pela rua. A música desafinada só afastava as pessoas. Paganini, considerado o
 
maior violinista de todos os tempos, do seu quarto ouviu aquele som desconcertante e desceu para ver o que era.
Ao ver o cego, compadeceu-se dele e tomou o violino de suas mãos. Começou a tocar, e um som majestoso e
sublime encheu o ambiente. As pessoas, atraídas pela excelência da música, aproximaram-se. Comovidas, todas
 
lançaram suas moedas na bagagem do cego. Quando as circunstâncias da nossa vida parecem estar descontroladas
como a música que brotava do violino nas mãos daquele pobre cego, Deus as toma nas mãos e as transforma com
vistas a nosso bem.
 
O Senhor converte a nosso favor o que parece contrário ao nosso bem. Mesmo que sejamos sujeitos aos
mesmos males que os ímpios, há uma grande diferença: os males que nos sobrevêm concorrem para o nosso bem, e
não para a nossa destruição. Deus governa de tal modo todas as coisas em nossa vida que aquilo que o mundo
 
considera como prejudicial, no fim se torna proveitoso. É Deus quem dirige as coisas, não as coisas que acabam por
ajustar-se.
O cristão não vive pelos sentimentos nem pelas circunstâncias que o cercam. Vive pela fé. Vive com
 
entusiasmo, sabendo que a nossa história não caminha para o caos, mas para um fim glorioso. O fim da linha não é o
triunfo da morte sobre a vida. Aqui há vale e dor, mas o nosso fim é de glória excelsa. Nem a corruptibilidade do
homem exterior, nem a fraqueza do homem interior impedirão o Senhor de realizar em nós o seu plano. O bem
 
triunfará sobre o mal. O pecado não vencerá. O mundo não vencerá. O Diabo não vencerá. Não importa quão sofrida
será a luta, o resultado final já está decidido. Nós somos mais do que vencedores em Cristo. Já estamos destinados
 
para a glória. Vamos reinar com Cristo para todo o sempre. Nada nem ninguém na Terra ou no inferno poderá nos
roubar essa vitória. Os propósitos de Deus não podem ser frustrados. A boa obra que ele começou a realizar em nós
certamente vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.
Um privilégio extraordinário:
Paulo, autêntico gigante do cristianismo, prossegue: "Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem
 
daqueles que amam a Deus" (Rm 8:28). Paulo não está dizendo que todas as coisas cooperam para o bem de todas
as pessoas, indistintamente. São apenas os filhos de Deus que recebem esta promessa. No fim, constatamos que
nada contribui para o bem final dos ímpios, mas todas as coisas devem cooperar para o bem daqueles que amam a
 
Deus. Todas as dispensações da providência, quer favoráveis quer adversas, todas as ocorrências e acontecimentos,
todas as coisas, quaisquer que sejam, cooperam para o bem dos que amam a Deus. Elas não o fazem por si. É Deus
 
quem opera todas as coisas para o bem dos seus filhos. As próprias aflições que sofremos contribuem para o nosso
bem final (SI 119:67,71).10 O que Paulo está afirmando é que aqueles que amam a Deus, mesmo quando enfrentam
 
adversidades, podem ter a convicção de que, no fim, todas as coisas cooperarão para o seu bem. Não há motivo para
desespero, dúvida ou ansiedade no coração daquele que ama a Deus.
 
Aqui está uma das maiores comprovações da doutrina da perseverança dos santos. O mesmo legislador que
criou e faz cumprir as leis do universo é o Deus que dirige nossa vida. O mesmo Senhor absoluto que está assentado
na sala do comando do universo é quem governa os destinos da nossa história. O mesmo Deus soberano que conta
 
as estrelas do céu e as chama pelo nome é o Deus que está no controle das circunstâncias da nossa vida. O Senhor
não pode ser apanhado de surpresa. Ele não dorme. Ele vela pelos seus filhos. Nenhuma folha caí de uma árvore sem 
que ele saiba e permita. Nenhum fio de cabelo de nossa cabeça pode embranquecer sem que ele permita. Nosso
 
futuro não é como um trem descarrilado ladeira abaixo.
Não estamos caminhando pela vida como um caminhão desgovernado e sem freio. São as mãos do Deus
onipotente que dirigem nosso destino. Ele está empenhado e comprometido com um plano vitorioso e infalível, e
nosso futuro já está marcado e escrito. Nesse plano seguramente tudo coopera para o nosso bem. Podemos até não
 
entender muita coisa do que acontece conosco, mas podemos ter a convicção de que Deus está no controle. Como
 
Jó, às vezes não temos resposta às nossas perguntas ou explicações sobre a causa do nosso sofrimento. Mas nos
basta saber quem está no controle de nossa vida.

e-mail Amanda Morais

sábado 28 janeiro 2012 07:03 , em Profecias


A MARCA DA PROMESSA

Blog de taddei :MARANATA, A MARCA DA PROMESSA

A MARCA DA PROMESSA ESTÁ EM VOCÊ!


“Veio ainda a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, que provérbio é este que vós tendes na terra de Israel, dizendo: Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia?

Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR DEUS: Farei cessar este provérbio, e já não se servirão mais dele em Israel; mas dize-lhes: Os dias estão próximos e o cumprimento de toda a profecia.

Porque não haverá mais alguma visão vã, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel.

Porque eu, o SENHOR, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá; não será mais adiada; porque em vossos dias, ó casa rebelde, falarei uma palavra e a cumprirei, diz o SENHOR DEUS.” (Ezequiel 12:21-25)

 

Deus quando nos envia uma palavra, determina o tempo do cumprimento dela. E nenhuma palavra ele deixa cair por terra.

Mas quando a palavra demora para se cumprir nós entendemos que a profecia acerca de nós pereceu, que não se cumprirá mais.

E acabamos falando tanto isso que vira provérbio em nossa vida. E isto está errado. Devemos louvar a Deus e crer nas suas promessas. Deus ouve absolutamente tudo o que pensamos ou falamos. E ele sente quando estamos descontentes com ele.

E Deus afirma na palavra que não adiará nem uma palavra que ele proferiu. Que tudo será cumprido!

Deus faz mudar o provérbio em nossas vidas hoje. Qual é o provérbio que está na sua vida?

Quem sabe este provérbio  é de tristeza, miséria, morte, depressão, desânimo.

Comece a olhar para Deus porque não foi para proferir este provérbio que ele te escolheu. O provérbio será de alegria, paz e abundância de vida. Deus muda sua vida e te faz reviver.

Não sei a quanto tempo você está esperando, mas sei que o nosso Deus é fiel para cumprir tudo o que tem falado sobre sua vida.

Mesmo quando somos rebeldes, ingratos ele é fiel e imutável. Mesmo apesar de tudo o que falamos que não o agrada ele é fiel em todas as suas promessas. E não vai deixar de cumprir o que tem falado a nosso respeito.

A palavra para sua vida hoje é: Porque eu, o SENHOR, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá; não será mais adiada; porque em vossos dias, ó casa rebelde, falarei uma palavra e a cumprirei, diz o Senhor DEUS.

quarta 25 janeiro 2012 09:18 , em Profecias


IGREJA, oportunidade de amor.

Blog de taddei :MARANATA, IGREJA, oportunidade de amor.

" E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações." (Atos 2:42)


Por que ir à igreja ?

 

Se você estiver espiritualmente vivo, você vai amar esta mensagem!

Se você estiver espiritualmente morto, pedimos que a leia cuidadosamente!

E se você está espiritualmente curioso, ainda existe grande esperança!

 

 

Um cristão frequentador de Igreja, escreveu para o editor de um jornal relatando que não faz sentido ir à Igreja. Veja:


“Eu tenho ido à Igreja por 30 anos, ele escreveu, e durante este tempo eu ouvi uns 3.000 sermões. Mas por minha vida, eu não consigo lembrar nenhum sequer deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!”

 

 Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna 'Cartas ao Editor', para prazer do Editor em Chefe do jornal, que por semanas foi recebendo e publicando cartas do assunto, até que alguém escreveu este argumento:

 

“Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha mulher deve ter cozinhado umas 32.000 refeições. Mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas de uma coisa eu sei ... Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho.

Se minha mulher não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria hoje morto espiritualmente.”

 

Quando a gente está resumido a NADA... DEUS está POR CIMA DE TUDO!

 

Fé é ver o invisível, crer no incrível e receber o impossível!


Graças a Deus por nossa nutrição física e espiritual!

Pois bem, agora que você terminou de ler esta mensagem, mande-a para frente, e não deixe de ir à igreja!!!

 

- Quando o desânimo bater na sua porta, simplesmente diga:

  “JESUS, POR FAVOR ATENDA PARA MIM!”

 

Colaborou: Amanda Morais

domingo 22 janeiro 2012 09:49 , em PALAVRA DE DEUS


A INVEJA

Blog de taddei :MARANATA, A INVEJA

Por Rubem Amorese

e-mail de JP Oliveira - meu amigo

 

Ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem;
inveja é querer que o outro não tenha (Zuenir Ventura)

Diferentemente da ira ou da gula, a inveja é uma condição emocional
sorrateira. Ela queima como fogo de palha, por baixo, sem fumaça.

A ira produz erupções violentas; a gula compromete nosso manequim; a
preguiça faz nosso chefe reclamar; a luxúria nos afasta até da família mais liberal;
mas a inveja dificilmente aparece, pois o comportamento de um invejoso não difere
muito de um crítico, de um ressentido, de um coração magoado.

Nenhuma dessas condições é, propriamente, inveja. Mas esta pode
estar “orquestrando” a todas aquelas, por trás. Ela pode até mesmo produzir elogios e
dar presentes. Este foi o caso de Saul, em relação a Davi. O rei entregou ao rapaz um
comando em seu exército e lhe ofereceu a mão de sua filha em casamento — na
esperança de fazê-lo “ir a óbito” (1 Sm 18:5-29).

Como não sabe criar, o diabo distorce. Então, para produzir a inveja ele
corrompeu a admiração, transformando-a no segundo pecado mais daninho que o ser
humano já provou. Admirar é a capacidade de se deixar impactar pelo excepcional,
pelo espantoso, de uma forma generosa, abnegada e contente.

Diz-se que a inveja só perde para o orgulho, em poder de destruição, em poder
de potencializar o que há de pior no ser humano. A inveja é o maestro de nossos
outros pecados. E corta para os dois lados: o do invejado e o do invejoso. A inveja é
potencialmente homicida e suicida, ao mesmo tempo. Esse potencial raramente
atinge seu clímax, revelando-se apenas como sentimento mesquinho, do tipo “se não
posso ir a esse churrasco, que chova”.

Esse pecado advém de uma necessidade de nos compararmos com os outros. E
ao encontrarmos neles motivos de admiração, sofremos, em vez de, simplesmente,
nos alegrarmos. E aí está a obra do diabo: o invejoso sempre se compara e sofre com
o bem dos outros que, para ele, é sempre maior e melhor (um problema de auto-
estima). A grama do quintal do vizinho é sempre mais verde.

Assim, tudo começa com algo vindo de Deus: a capacidade de admirar e de se
admirar. E nunca admiramos o trivial ou mesmo algo bom que tenhamos ou sejamos.

Normalmente, só o narcisista admira algo que ele próprio tem ou é. Admira-
nos aquilo que não encontramos em nós mesmos, como capacidades artísticas, dons,
beleza, inteligência, posses etc. Em especial, quando alguém nos “vence” em algum
ponto em que nos consideramos fortes.

É aí que o inimigo semeia a inveja, fazendo com que essa admiração se
transforme de alegria em sofrimento, sem muita consciência da razão. Passo seguinte,

inconscientemente desejamos “vencer” essa competição. Mas o inimigo não nos dá
força para tal. Sugere-nos, ao contrário, o expediente de Caim. Ou o de Saul; com a
língua desempenhando o papel da lança. Ou, se precisarmos de ajuda, que fundemos
a fraternidade dos “irmãos de José”.

Sentir inveja é pecado. Mas tornar-se invejoso é mais grave ainda. Vemos em
Pv 14:30 que ela nos faz adoecer: “a inveja é a podridão dos ossos”. E isso acontece
quando esse pecado se instala em nossa alma. De alguma forma perversa, essa
atitude “nos ajuda a viver”, criando em nosso coração mecanismos de auto-
justificação. E o invejoso passa a achar que “o que fizeram com ele justifica sua
reação”. Afinal, todos lhe estão devendo.

Aninhada na placenta do nosso coração, ela agora se multiplica em ninhada.
Surgem, por exemplo, o ódio, a ira, o homicídio e uma infinidade de pequenas
transgressões (cometidas pelo invejoso covarde), com um só objetivo: humilhar ou
destruir o invejado. Vêm, então, a difamação, a calúnia, o desmerecimento, a crítica
destrutiva, a palavra amarga e uma indisfarçável alegria com o infortúnio do outro.
Do “inimigo”.

Resultado, esse pecado nos lança num mundo de trevas. Já não nos alegramos
com o que temos ou somos (a não ser que ninguém mais tenha ou seja — mas aí já
não tem graça); já não somos gratos a Deus pelo que nos deu (como pôde o Senhor
abençoar aquela criatura!?); já não somos edificantes, e sim desconstrutores.
Passamos boa parte da vida a nos comparar com os outros. E nossa baixa auto-estima
nos faz “admirar” as coisas boas que encontramos neles — e isso nos consome! Está
ficando pesado? Uma paradinha.

Dois amigos passeavam na calçada quando um deles chutou uma espécie de
lata velha. Era uma lâmpada de gênio, que, tendo sido acordado, apareceu e disse:
estive preso nessa lâmpada por muitos séculos e estou muito cansado. Portanto, vocês
têm direito a apenas um pedido. Façam logo, pois não tenho tempo a perder. Um dos
amigos, animado, pediu para ficar rico, e foi logo atendido pelo gênio. O segundo
amigo viu aquilo tudo e pediu: quero que meu amigo volte ao que ele era antes.

Outra versão, mais dramática, diz que o gênio impôs uma condição para o
pedido único: tudo o que um deles pedisse seria dado também e em dobro para o
outro. Aí, o amigo invejoso se adiantou e pediu: quero que você me tire um olho.

Aí está a sabedoria popular a nos ensinar que o invejoso não consegue
construir. Bastaria aproveitar a chance única e ser muito feliz. Mas a felicidade do
companheiro torna-se um problema. E ele prefere destruir. Nem que precise sofrer.

Mas nem tudo está perdido. Deus colocou recursos espirituais à nossa
disposição para vencermos a inveja. Eis alguns, encontrados na literatura como
virtudes antagônicas a esse pecado: amor, gratidão, compaixão, misericórdia e
lamento.

Examinando cada uma delas, faço minha opção pelo amor diligente. Aquele
amor dinâmico, capaz de me transformar, pela busca do poder do Espírito de Deus.
Ouça Jesus: “...eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos

perseguem”. Ouça Paulo: “abençoai os que vos perseguem, abençoai e não
amaldiçoeis”. Ainda Paulo: “...pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de
comer; se tiver sede, dá-lhe de beber...”

Se eu examinar meu próprio coração(*) e me descobrir invejoso e, por isso
mesmo, agredido, humilhado e perseguido por gente que, de “tão boa”, se tornou
meu algoz — e quiser mudar—, buscarei o Senhor em meu quarto e lhe pedirei que
me ajude a abençoar, a falar bem “pelas costas”, a elogiar esse “inimigo”. E pedirei
mais: que Deus me dê oportunidades e meios (emocionais) de lhe “lavar os pés”.
Sabemos que, na medida da resposta de Deus, a minha redenção se manifestará na
forma de serviços a esse “inimigo”. Serviços que remodelarão meu coração egoísta
em abnegado e generoso, capaz de, solidariamente, alegrar-se com os que se alegram
e chorar com os que choram. Serviços como aqueles com que meu Mestre serviu. E
nessa atitude, “teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6: 4, 6 e 18).

Assim, mais uma vez, da cruz de Cristo e também da minha; da humilhação,
agora voluntária, há de vir a vitória.

---------------------------------
(*) O Ministério da Saúde Espiritual adverte: este texto não deve ser utilizado em
diagnósticos de terceiros. Serve apenas para introspecção. Não desaparecendo os
sintomas, procure a Palavra de Deus.


Post: Pr Taddei 

sábado 21 janeiro 2012 11:34 , em PALAVRA DE DEUS


VALE A PENA TENTAR

Blog de taddei :MARANATA, VALE A PENA TENTAR

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ACESSE - CADASTRE-SE

sábado 21 janeiro 2012 09:35 , em Economia


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